Simples Nacional
Simples Nacional em 2027: sua empresa vai pagar mais ou menos com a reforma?
A partir de 2027, a reforma tributária começa a valer de verdade, e o Simples Nacional deixa de ser uma resposta automática. Com a chegada do IBS (estadual/municipal) e da CBS (federal), quem é optante do Simples passa a ter uma escolha — e ela muda quanto a empresa paga e quanto crédito o cliente recebe.
A pergunta que todo empresário está fazendo é direta: vou pagar mais ou menos? A resposta honesta é: depende do seu caso. Este texto organiza os cenários para você entender de onde vem a diferença.
Por que o Simples deixou de ser "resposta única"
Até aqui, o Simples reunia vários tributos em uma guia só (o DAS), com uma alíquota que sobe conforme o faturamento. A reforma mantém o Simples, mas cria a possibilidade de recolher o IBS e a CBS por fora — pelo regime regular — em vez de dentro do DAS.
Isso importa por causa do crédito: no Simples "cheio", o IBS/CBS embutido no DAS gera pouco ou nenhum crédito para o cliente. Recolhendo por fora, a empresa destaca o crédito integral — o que pode ser decisivo para quem vende para outras empresas (B2B).
Os quatro cenários possíveis
Não existe "melhor regime" universal. Existe o melhor para o seu perfil de receita, folha, margem e tipo de cliente.
- Simples Integrado — tudo continua no DAS, como hoje. Simplicidade máxima, mas o cliente aproveita pouco crédito.
- Simples Híbrido — continua no Simples, mas recolhe IBS/CBS por fora, destacando crédito integral ao cliente. Bom para quem vende B2B.
- Lucro Presumido — sai do Simples; tributa por presunção de lucro. Pode compensar dependendo da margem e da folha.
- Lucro Real — sai do Simples; tributa o lucro efetivo. Faz sentido para margens menores ou muito crédito de insumos.
De onde vem a diferença de valor
Quatro fatores puxam o resultado para um lado ou para o outro:
O prazo que não dá para ignorar
A opção pelo modelo de recolhimento do IBS/CBS é feita em uma janela de 1º a 30 de setembro de 2026, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Quem não decide a tempo fica no enquadramento padrão e só poderá rever depois — com efeito mais adiante.
Como saber, no seu caso, qual paga menos
A única forma de responder "mais ou menos?" com segurança é rodar os números do seu PGDAS nos quatro cenários e comparar o resultado líquido de cada um. É exatamente isso que o simulador da Aura faz: você informa (ou importa) os dados do PGDAS e vê, lado a lado, qual regime paga menos e quanto de crédito o seu cliente recebe em cada opção — antes de decidir na janela de setembro.
Descubra qual regime paga menos no seu caso
Simular agora →Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, com base na legislação vigente na data de publicação, e não constitui consultoria jurídica, contábil ou tributária.
